É costume com as cercas, nem percebe que não estão mais lá. Perpetuando prisões quando identificado na dor. Acredita que tá fora uma prisão que agora vem de si e de tão escondida tem vida própria. Farpas que não deixam seguir.
Nem percebes que me sinto presa e livre em meus próprios conceitos. Es vítima e também seu próprio algoz. Dá vontade de gritar: como não enxerga a liberdade?! Encara o cabresto interno, a saída é logo ali, tem passagem! Só silêncios…
A lua! Cheia de si ilumina os caminhos mas é a rainha do desconhecido em mim. Sombras também cegam os passos, da é medo. Me vejo também cercada, farpada.
Já sumindo ouvi: enraiza pra fazer morada no seu próprio corpo e segue com a alma junto dele. Busca seus fragmentos de dor, integra ao invés de esquecer. Fazendo bricolagens e escavando resiliências… Cadê os detalhes que te diferenciam e te unem nesse mundo todo 🌎 (e não em todo mundo)?
Ih! É feita de madeira, segue viva. Ainda está alí só que parece menos rígida e paralisante. Mapa de cicatrizes que segue as estrelas.
“Para Reich, a situação de análise (o encontro entre o analista e o analisando) deve ser vista como um pequeno ambiente de vida, onde existem elementos positivos como inteligência, humildade, conhecimento, respeito e humanidade. Esses elementos ajudam a criar uma energia de transformação e organização (chamada de neguentropia), beneficiando tanto a pessoa em análise quanto o analista e a relação entre os dois” (Dr Genovino Ferri) Fonte: IBAR (Instituto Brasileiro de Análise Reichiana)

